Script de abertura de chamado técnico: as perguntas na ordem certa pra o técnico chegar sabendo (copie e adapte)

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Resumo em 30 segundos

Como usar este script

Este é um script de abertura de chamado técnico — as perguntas na ordem que transformam um "minha internet caiu" numa ordem de serviço que o técnico entende. Ele existe porque abrir chamado parece trivial, mas é onde a qualidade do dado decide tudo: uma OS com "cliente sem net" manda o técnico às cegas; uma OS com sintoma, histórico e o que já foi testado o faz chegar sabendo o que vai encontrar — e resolver na primeira visita.

O script serve para dois usos ao mesmo tempo:

  1. Treinar a equipe humana. É o roteiro que o atendente novo segue para não esquecer uma pergunta e o experiente usa para não improvisar no cansaço do fim do plantão.
  2. Configurar a IA. A mesma sequência vira a lógica do agente, que roda o roteiro sozinho e já entrega o chamado montado ao técnico.

Antes de usar, três avisos honestos:


O script de abertura, passo a passo

Passo 1 — Identificar o cliente com segurança

O que fazer: localizar o assinante no ERP pelo número que ligou ou escreveu. Quando o número casa com o cadastro, a conversa já começa sabendo quem é.

O que perguntar (só se o número não identificar):

"Para localizar seu cadastro, me confirma o [CAMPO: CPF do titular / nome completo / código do cliente]?"

O que registrar: assinante vinculado, plano, endereço. Regra: não repita a identificação a cada contato — nada de pedir CPF de quem o sistema já reconheceu.

Passo 2 — Entender o problema em uma frase do cliente

O que fazer: deixar o cliente contar com as palavras dele, antes de qualquer pergunta fechada. Uma pergunta aberta, só uma.

"Me conta com suas palavras o que está acontecendo."

O que registrar: o relato literal ("caiu tudo desde ontem", "tá lento só à noite"). A frase do cliente é a matéria-prima do chamado — ela já diz se é queda total ou lentidão, se é recente ou recorrente, muitas vezes sem você perguntar.

Passo 3 — As perguntas-chave (uma de cada vez)

O que fazer: a partir do relato, estreitar com perguntas fechadas, na linguagem do dia a dia, esperando cada resposta antes da próxima. Estas quatro cobrem quase todo chamado:

O que registrar: início, frequência, abrangência e o que o cliente já tentou. Cada resposta elimina uma causa e diz ao técnico o que esperar. Se o cliente não sabe descrever a luz do equipamento, troque descrição por evidência: peça uma foto do aparelho com as luzes.

Passo 4 — Verificar o básico remoto

O que fazer: enquanto conversa, consultar o que dá para ver sem sair do lugar — antes de mandar alguém.

O que registrar: o resultado da checagem anexado à OS. Isso é o que separa uma abertura cega de uma qualificada — e às vezes evita o chamado inteiro (um "sem net" que era bloqueio por fatura, ou uma queda regional já conhecida). O limite: é leitura de status, não diagnóstico de rede.

Passo 5 — Registrar tudo

O que fazer: consolidar na OS, com campos preenchidos, não uma linha solta. O mínimo:

Uma OS assim nasce pronta. O técnico chega sabendo o problema, leva a peça certa e não precisa ligar de volta para completar o que faltou.

Passo 6 — Definir o encaminhamento e dar o protocolo

O que fazer: fechar o atendimento com um destino claro — não um "vamos ver".

E sempre devolva o protocolo e a previsão:

"Prontinho, [NOME]. Seu chamado é o [PROTOCOLO]. [CAMPO: previsão de atendimento conforme o seu SLA — não invente prazo universal]. Qualquer coisa, é só chamar aqui com esse número."

O que registrar: o protocolo é o fio que costura o atendimento ao histórico — sem registro, não aconteceu. É direito do cliente, defesa em Procon/Anatel e o que evita fazer o assinante repetir tudo no próximo contato.


Para o provedor: adapte ao seu ERP

O script acima é um esqueleto. Para virar a abertura do seu provedor:

  1. Preencha os [campos] com a sua realidade — como você identifica o assinante, o que a sua checagem remota mostra, como mede urgência, qual previsão informa.
  2. Valide dos dois lados. Quem atende aponta a pergunta que falta; quem vai a campo aponta o dado que sempre falta na OS e faz o técnico voltar.
  3. Use no treino e na IA. Mesmo roteiro para a equipe humana e para o agente — é o que garante que o técnico receba uma OS completa venha ela das 15h ou das 3h da manhã.

E o ponto que muda a economia: a IA roda este script sozinha e já entrega o chamado montado ao técnico. Ela identifica o assinante, conduz as perguntas na ordem, cruza o relato com os dados vivos do ERP, registra a OS com os campos preenchidos e devolve o protocolo — no WhatsApp ou por telefone. O detalhe do fluxo automático está em abertura de chamados técnicos automática, e o quadro geral em call center com IA para provedor de internet.

O que a IA não faz é decidir a sua política nem inventar o seu SLA — isso continua seu. Ela garante que a coleta saia completa e consistente toda vez, sem atalho por pressa, para que a promessa mais valiosa da operação se cumpra: o técnico chega sabendo o problema.

Quer ver a IA rodando este script a partir dos dados de um provedor real e entregando a OS montada? Agende uma demonstração de 20 minutos.

Fontes e mais leitura

Perguntas frequentes

O que é um script de abertura de chamado técnico?

É um roteiro com as perguntas na ordem certa para transformar um pedido vago ('minha internet caiu') numa ordem de serviço completa, com sintoma, histórico, o que já foi testado, urgência e contato. Não é um formulário engessado: é a sequência que coleta o essencial na linguagem do cliente, sem interrogar demais, para que o técnico chegue no campo sabendo o que vai encontrar. Serve tanto para o atendente humano seguir quanto para configurar a IA com a mesma lógica.

Qual a diferença entre este script e um roteiro de triagem técnica?

A triagem tenta resolver antes de abrir; a abertura é o que acontece quando a triagem confirmou que precisa de campo. No fluxo real, você roda a triagem primeiro (checa bloqueio, incidente na região, orienta reinício) e, se o problema persistir, roda este script de abertura para montar a OS. Os dois se encaixam: a triagem filtra o que não precisa de técnico, e a abertura garante que o que sobrou chegue completo. Por isso este roteiro assume que o passo de triagem já foi feito.

Não é interrogar demais o cliente fazer todas essas perguntas?

Seria, se você despejasse todas de uma vez ou pedisse o que já tem no cadastro. O script foi montado para o contrário: uma pergunta de cada vez, na linguagem do dia a dia, e nunca perguntar o que o sistema já sabe. Cliente identificado pelo número não repete CPF; dado que está no ERP não vira pergunta. O objetivo é coletar o essencial para o técnico — cinco ou seis informações — e parar aí. Perguntar bem é perguntar pouco e no ponto certo.

Como adapto este script ao meu ERP e à minha operação?

Os [campos] marcam exatamente onde encaixar as suas regras: como você identifica o assinante (CPF, nome, número), quais status a sua checagem remota mostra, como você mede urgência, e qual previsão de prazo você informa (o SLA é seu, não invente um número universal). Preencha os [campos] com a realidade do seu provedor, valide com quem atende e com quem vai a campo, e só então use — no treinamento da equipe ou na configuração da IA.

A IA da ConectaAI consegue rodar este script sozinha?

Sim. A IA identifica o assinante no ERP, conduz as perguntas na ordem, cruza o relato com os dados vivos (status de conexão, bloqueio, incidente na região), registra a OS com os campos preenchidos e devolve o protocolo ao cliente — no WhatsApp ou por telefone, 24 horas por dia. O técnico recebe o chamado já montado, com sintoma, histórico e o que foi testado. Você mantém o controle da política e dos campos; a IA garante que a coleta saia completa e consistente toda vez.

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