Roteiro de triagem técnica N1 para provedores (modelo)
Todo provedor tem um roteiro de triagem N1 — mesmo que ele viva só na cabeça do atendente mais experiente. O problema é que, na cabeça, ele varia de pessoa para pessoa, se perde no atendente novo e desanda no décimo 'sem internet' do dia. Este é um modelo escrito para você adaptar: os passos em ordem, o que perguntar e o que fazer em cada um, e a linha exata em que se escala. Serve para dois usos — treinar a equipe humana e configurar a IA com a mesma lógica, para que o cliente tenha a mesma triagem ligue ele às 15h ou às 3h da manhã.
- O que é: um roteiro pronto de triagem N1 — a árvore de decisão que vai do mais provável ao menos provável, cada passo terminando em resolução ou em escalonamento.
- Como usar: dois usos ao mesmo tempo — script de treinamento para os atendentes humanos e mapa lógico para configurar a IA, para que a triagem seja idêntica em qualquer canal e horário.
- A ordem importa: identificar e confirmar o cliente, checar bloqueio, verificar incidente na região, conferir status de conexão, orientar o reinício da ONU e só então abrir chamado — cada passo elimina uma causa antes de escalar o custo.
- A régua honesta: a triagem resolve o comum e verificável; ela não faz diagnóstico avançado de rede. Confirmada falha real, o caso escala com o histórico da triagem já carregado.
- Adapte antes de usar: os limites de desbloqueio, os prazos e os destinos de escalonamento são políticas suas — o roteiro marca onde encaixar as suas regras.
Como usar este roteiro
Este é um modelo de triagem técnica N1 — o primeiro nível de suporte do provedor, aquele que recebe todo o volume e resolve o que é comum. Ele existe para dois usos ao mesmo tempo:
- Treinar a equipe humana. É o script que o atendente novo segue para não pular etapa e o experiente usa para não improvisar no cansaço. Padroniza a condução de "sem internet", "está lento" e "fui bloqueado".
- Configurar a IA. A mesma árvore de decisão vira a lógica do agente que atende WhatsApp, telefone e chat. Usar o mesmo roteiro nos dois lados é o que garante que o cliente receba a mesma triagem ligue ele no horário comercial ou na madrugada — a diferença é só quem executa.
Antes de rodar, três avisos honestos:
- A ordem não é decorativa. Ela vai do mais provável e mais barato de resolver ao menos provável e mais caro (a visita técnica). Cada passo eliminado é um chamado que não precisou de gente.
- Os valores são seus. Limite de desbloqueio, prazos, destinos de escalonamento e quais ações a IA executa no ERP são políticas do seu provedor. O roteiro marca onde encaixá-las — não as inventa por você.
- A triagem tem um limite claro. Ela resolve o que é verificável no sistema. Não faz diagnóstico avançado de rede. Onde esse limite bate, o caso escala.
Passo 1 — Identificar e confirmar o cliente
O que fazer: localizar o assinante no ERP (IXC, MK-Auth, Hubsoft) pelo número que ligou ou escreveu. Quando o número já casa com o cadastro, a conversa começa sabendo quem é. Quando não casa, pedir um dado de confirmação.
O que perguntar (só se o número não identificar):
- "Para localizar seu cadastro, me confirma o CPF do titular ou o nome completo?"
O que carregar antes de qualquer resposta: plano, endereço, situação financeira e status de conexão. Tudo daqui para frente é sobre este cliente.
Regra: não repetir a identificação a cada contato. Nada de "me passa seu CPF" quando o sistema já sabe quem ligou.
Passo 2 — Checar bloqueio por atraso (o suspeito nº 1)
O que fazer: ler o status financeiro no ERP. É a causa mais comum de "sem internet" e a mais rápida de resolver — muitas vezes não é rede, é fatura vencida gerando corte.
O que verificar: existe fatura em aberto suspendendo a conexão?
Se for a causa, como resolver:
- informar a situação com clareza e sem constrangimento;
- oferecer a 2ª via de boleto ou PIX na hora, pelo próprio canal;
- dentro da sua política, fazer o desbloqueio de confiança para a conexão voltar sem esperar a compensação.
[ADAPTE] Preencha aqui o limite do desbloqueio de confiança: até quantas vezes por período, com qual prazo de regularização, para quais perfis. Acima desse limite, o caso escala (ver critérios de escalar).
Caso resolvido — sem técnico, sem fila.
Passo 3 — Verificar incidente ou manutenção na região
O que fazer: antes de responsabilizar o equipamento do cliente, checar o painel de ocorrências. Existe manutenção programada ou queda já detectada na área do assinante?
Se houver, como resolver: avisar em vez de abrir chamado.
- "Identificamos uma manutenção em andamento na sua região, com previsão de normalização até as [HORA]. Assim que voltar, sua conexão restabelece sozinha."
Por que este passo vem cedo: evita abrir dezenas de OS para o mesmo problema, que só entupiriam a agenda dos técnicos, e dá ao cliente uma resposta honesta na hora.
Passo 4 — Conferir o status de conexão
O que fazer: consultar no ERP se o equipamento do assinante aparece autenticado e online na rede.
O que isso separa: "o serviço do provedor entregou até a casa" de "algo entre a casa e a rede caiu". Orienta o próximo passo sem chute.
Limite: isto é uma checagem de status, não interpretação de topologia. Lê-se o que o sistema informa; não se diagnostica a rede por conta própria.
Passo 5 — Orientar o reinício da ONU e do roteador
O que fazer: descartados bloqueio e incidente, conduzir o cliente pelo reinício do equipamento, com paciência e passos simples.
O que perguntar e orientar, na ordem:
- "A ONU (a caixinha da fibra) está com luz acesa? Quais luzes você vê?"
- "Vamos tirar a ONU da tomada, aguardar uns 30 segundos e ligar de novo."
- "Agora o roteador: mesma coisa, tira da tomada e liga depois que a ONU estabilizar."
- "Me avisa quando as luzes voltarem para testarmos juntos."
Por que funciona: boa parte dos "sem sinal" residuais é ONU sem energia, fonte na tomada errada ou equipamento travado que um reinício resolve. Este passo, com paciência e disponibilidade 24/7, é onde a IA brilha — ela nunca perde a calma no décimo reinício do dia.
Passo 6 — Se persistir, abrir o chamado com os dados
O que fazer: só o que sobrou da peneira — problema real que exige campo — vira chamado. E a qualidade da OS importa tanto quanto a agilidade.
O que registrar na OS:
- os sintomas coletados na triagem;
- o status do ERP anexado (situação financeira, status de conexão, resultado do reinício);
- a classificação do problema;
- a janela de visita agendada num horário livre;
- o protocolo devolvido ao cliente.
A OS nasce completa, então o técnico chega sabendo o que esperar — não uma linha "cliente sem internet" sem contexto.
Os critérios de ESCALAR
Escalonar não é falha do roteiro; é o desenho dele. A triagem resolve o comum e entrega o incomum bem embalado. Escale — para o N2, o técnico de campo ou o operador humano — quando bater qualquer um destes:
- Persistiu após o reinício. Descartados bloqueio, incidente e equipamento, e o cliente segue sem conexão: é problema real de rede. A IA (ou o atendente) não insiste — abre a OS e escala.
- Exige diagnóstico avançado. Perda de pacote, latência, roteamento, leitura de potência óptica na ponta, decisão de troca de equipamento. Isso é N2, não N1.
- Pedido acima da política. Desbloqueio além do limite, negociação de dívida fora da regra, parcelamento não previsto. Decisão de exceção é humana.
- Caso sensível. Cliente prestes a cancelar, reclamação grave, situação que pede julgamento e empatia além do script.
- A informação não está na base. Quando a resposta não existe no sistema nem na base de conhecimento, admite-se não saber e escala — nunca se inventa.
O que precisa ir junto no handoff (esta é a parte que separa um bom escalonamento de "mais uma etapa antes de perguntar tudo de novo"):
| O que chega | Por que importa |
|---|---|
| Assinante identificado | O técnico não pede CPF nem recomeça |
| Transcrição da conversa | Ele sabe o que o cliente relatou |
| Resultado de cada passo da triagem | Bloqueio, incidente, status, reinício — já verificados |
| Próxima ação sugerida | O caminho provável já apontado |
Quando o N1 filtra bloqueios, incidentes conhecidos e reinícios, o que chega ao N2 é uma fila menor e mais qualificada — o técnico deixa de gastar o dia com "reinicia o modem" e ataca o que exige a competência dele. Veja como se configura e se testa essa fronteira no guia de escalonamento para humano com contexto.
Como transformar isto na sua triagem
O roteiro acima é um esqueleto pronto. Para virar a triagem do seu provedor:
- Preencha os
[ADAPTE]com as suas políticas — limite de desbloqueio, prazos, destinos de escalonamento. - Valide com quem opera. O atendente experiente vai apontar o passo que falta ou a exceção do seu provedor.
- Use nos dois lados. Treine a equipe humana com ele e configure a IA com a mesma lógica — é o que garante triagem idêntica em qualquer canal e horário.
- Revise pelo que escala. Todo mês, olhe os casos que escalaram por falta de informação e vire lacuna recorrente em conteúdo novo na base. A triagem melhora com o uso.
O detalhe do porquê de cada passo — e o que a IA resolve e onde ela para — está no suporte técnico N1 automatizado no provedor. O roteiro aplicado ao caso mais comum, "minha internet caiu", está detalhado em como a IA resolve em segundos.
Se quiser ver a IA executando exatamente esta triagem a partir dos dados de um provedor real, agende uma demonstração de 20 minutos.
Fontes e mais leitura
- Suporte técnico N1 automatizado no provedor — o que a IA automatiza no nível 1, com o porquê de cada passo do roteiro e onde ela para.
- "Minha internet caiu": como a IA do provedor resolve em segundos — o roteiro aplicado ao caso de maior volume, passo a passo.
- Suporte técnico com IA no provedor: o que dá (e o que não dá) pra automatizar — a linha honesta entre o que a triagem resolve e o que exige rede, campo e humano.
- Abertura de chamados técnicos automática — o que acontece no passo 6, quando a triagem confirma que precisa abrir a OS.
- Escalonamento para humano com contexto — como o handoff carrega a triagem completa para o N2.
Perguntas frequentes
Para que serve um roteiro de triagem técnica N1?
Para padronizar como cada contato de suporte técnico é conduzido, do mais provável ao menos provável, antes de gastar um técnico. Sem roteiro, a triagem depende da memória e da paciência de cada atendente, varia de pessoa para pessoa e se perde com o time novo. Com roteiro, todo cliente recebe a mesma sequência de checagens — bloqueio, incidente, status, reinício — e o chamado só é aberto quando a peneira não resolveu. Serve tanto para treinar atendentes humanos quanto para configurar a IA com a mesma lógica.
Este roteiro serve para treinar atendentes ou para configurar a IA?
Para os dois, e é aí que está o valor. A mesma árvore de decisão que um atendente novo segue para não pular etapa é a lógica que se configura na IA para atender WhatsApp, telefone e chat. Usar um único roteiro nos dois lados garante que o cliente tenha a mesma triagem independentemente de falar com uma pessoa ou com a IA, e independentemente do horário. O que muda é só quem executa — a lógica é a mesma.
A IA seguindo este roteiro faz diagnóstico de rede sozinha?
Não, e isso é proposital. O roteiro cobre a triagem N1: checar bloqueio por atraso, incidente conhecido na região, status de conexão no ERP e orientar o reinício da ONU. Diagnóstico avançado de rede — análise de perda de pacote, potência de sinal óptico na ponta, decisão de troca de equipamento — exige julgamento e, muitas vezes, acesso físico. Isso é trabalho de N2 e de técnico de campo. Ao chegar nesse limite, tanto o atendente quanto a IA escalam, com a triagem já feita.
Preciso adaptar o roteiro antes de usar?
Sim. Os passos e a ordem servem para qualquer provedor, mas os valores são seus: até que limite o desbloqueio de confiança é permitido, quais prazos você informa, para qual fila ou setor o caso escala, quais dados a IA pode ler e quais ações pode executar no ERP. O roteiro marca exatamente onde encaixar cada uma dessas regras. Rode-o como rascunho, preencha com as suas políticas e valide com quem conhece a operação antes de treinar a equipe ou configurar a IA.
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